terça-feira, 22 de abril de 2014

Rio-2016: Etiene Medeiros sonha com medalha na natação



#Rio2016 #Natação

A natação já rendeu ao Brasil 12 medalhas olímpicas – uma de ouro, de César Cielo, em Pequim-2008 –, porém apenas homens subiram ao pódio da modalidade até o momento. A pernambucana Etiene Medeiros, no entanto, está disposta a mudar essa escrita nos Jogos do Rio de Janeiro em 2016. Após uma ótima temporada em 2013, a atleta de 22 anos passou da condição de promessa e se tornou uma das nadadoras mais respeitadas de sua categoria. Na segunda-feira, Etiene confirmou sua ascensão ao cravar 1min00s77 nas eliminatórias dos 100m costas, no primeiro dia de competições do Troféu Maria Lenk, em São Paulo. Esta foi a melhor marca da carreira da atleta do Sesi-SP, que já admite sonhar alto para as próximas Olimpíadas.

Nascida em Recife, Etiene apareceu pela primeira vez no cenário nacional aos 17 anos, quando conquistou a prata nos 50 m costas no Campeonato Mundial Júnior da Fina, em 2008, no México. A confirmação de seu talento, porém, veio em agosto do ano passado, quando Etiene entrou para a história da natação feminina ao terminar em quarto lugar (com o tempo de 27s83, também na prova de 50 m) no Mundial de Esportes Aquáticos de Barcelona – melhor colocação de uma brasileira em todas as edições. Ela ainda conquistou títulos em torneios na Holanda e no Japão, em 2013. Desde então, a jovem vem intensificando seu esquema de treinamentos, visando os Jogos do Rio.

Ainda ofegante após atingir a melhor marca de sua vida nos 100 m costas, 1min00s77, Etiene Medeiros falou sobre a responsabilidade de ser uma das esperanças brasileiras para 2016. “Eu estou aprendendo a lidar com isso já faz uns dois anos, mas é isso que eu quero, nadar sempre na frente e estar entre as melhores. Estou com essa mentalidade, eu sei bem o que eu quero. Estou muito feliz, esse era o tempo que eu queria fazer”, contou. Etiene Medeiros, porém, ainda tem um longo caminho a percorrer antes de se tornar uma estrela olímpica. No último Mundial, três atletas nadaram abaixo da marca de um minuto nos 100 m costas – a campeã Missy Franklin, dos Estados Unidos, fez 58s42. Etiene, no entanto, diz saber como chegar lá. “Tenho que treinar, nunca é suficiente. Eu treinei um ano inteiro perseguindo esse marca e só consegui hoje. O brasileiro é muito ambicioso e eu também sou bastante. No futuro, eu realmente penso em medalha ou pelo menos em estar na final em 2016”. Etiene deve ter mais chances em sua prova favorita, os 50 m costas. Em Barcelona, ela ficou a apenas 54 décimos de segundo da chinesa Zhao Jing, vencedora da prova.

No fim da tarde de segunda-feira, Etiene confirmou o favoritismo na prova e levou o ouro para o Sesi-SP, mas não conseguiu superar o tempo da manhã - cravou 1m01s37. A pernambucana é uma das atrações da 54ª edição do Troféu Maria Lenk, que acontece no Parque Aquático do Conjunto Desportivo Constâncio Vaz Guimarães, no Ibirapuera, em São Paulo – o campeonato vai até sábado, com eliminatórias marcadas para as 9h30 e as finais para 17h, com entrada franca.


Fonte: Veja

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"O riso é tão importante para nossa vida quanto a inteligência ou a criatividade"


Assim que o Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) admitiu o erro de sua pesquisa que dizia que os brasileiros apoiavam ataques a mulheres, a reação foi instantânea: um enxurrada de piadas. Bastaram poucos segundos para que, no último dia 4, as redes sociais fossem invadidas por anedotas zombando da porcentagem que mostrava que 26% e não 65% concordam com a frase "mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas". Para o neurocientista cognitivo americano Scott Weems, só mesmo sonoras gargalhadas seriam capazes de resolver o conflito entre o equívoco grosseiro, as reações exaltadas, o machismo e a realidade do episódio. O humor é única forma que nosso cérebro encontra para lidar com diversas informações contraditórias ao mesmo tempo, segundo ele.

"As pessoas contam piadas há milhares de anos para lidar com desafios e conflitos", diz o pesquisador da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, que estuda o funcionamento do cérebro há doze anos. "O humor revela muito sobre nossa humanidade, sobre como pensamos, sentimos e nos relacionamos com o próximo."

Em seu primeiro livro, Ha! – The Science of when we laugh and why (Há! – A ciência de quando rimos e por que, sem tradução em português), lançado em março nos Estados Unidos, Weems sustenta que o riso é o resultado da longa batalha cerebral entre emoções e pensamentos opostos. Ao chegar ao ápice da confusão, sem nenhuma alternativa de solucioná-la, rimos. E, assim, não só reconciliamos as ideias contrárias como enxergamos respostas.

Analisando a piada — Em suas pesquisas, Weems descobriu que o humor é o segredo de pessoas inteligentes e criativas para suas associações rápidas e inesperadas. No livro, reúne suas conclusões a outros estudos e traça um mapa que busca compreender o papel das risadas em nossa vida. Começa mostrando como a dopamina, o neurotransmissor ligado ao prazer e o responsável pela alegria, nos fez o que somos: seres em busca de emoção e de novas maneiras de melhorar a vida. Rindo, se possível.

Ao longo do livro, o pesquisador demonstra como o humor dá novas perspectivas às experiências vividas e revela aspectos sutis da realidade que, de outra forma, permaneceriam escondidos. "Suspeito que o humor nunca tenha sido respeitado. E isso é uma vergonha", afirma o cientista. Nesta entrevista ao site de VEJA, Weems explica por que não levamos o humor a sério e conta como piadas e anedotas são a chave para atingir pensamentos sofisticados e nos tornar mais saudáveis e criativos.

Por que costumamos explodir em risadas frente a situações constrangedoras? Nossa mente transforma ambiguidade e confusão em prazer. O cérebro é lugar cheio de conexões e ideias competindo por atenção. Isso nos leva a raciocinar, mas também traz conflito, pois às vezes temos duas ou mais ideias inconsistentes sobre o mesmo assunto. Quando isso acontece, nosso cérebro só tem uma coisa a fazer: rir.

E isso resolve alguma coisa? Gostamos de trabalhar em meio a essa confusão e rimos quando chegamos a uma solução. O humor traz respostas súbitas, que chegam por vias diferentes do pensamento lógico e analítico. Cada vez que rimos de uma piada é como se tivéssemos um pequeno insight, pois pensamos algo inédito. E isso só dá certo porque o processo nos alegra — uma mente entediada é uma mente sem humor.

Isso quer dizer que pessoas que gostam de respostas prontas são as mais mal-humoradas? Sim. Há uma forte relação entre ser curioso, gostar de se aventurar intelectualmente e ser bem-humorado. Se alguém quer explicar um ponto, conta uma história. Mas, se o objetivo é explicar mais de um ponto ao mesmo tempo, o ideal é contar uma anedota. Ter humor é olhar as coisas de uma maneira mais profunda. Pessoas com senso de humor fazem associações inesperadas muito rapidamente.

Mas rir frente a situações difíceis ou problemas não significa fugir deles? O humor nos leva a lugares emocionais e cognitivos novos. Mas isso não quer dizer que ele afaste as dificuldades ou sentimentos como raiva, revolta ou tristeza — ao contrário, ativa-os, junto a emoções positivas. Um estudo feito na Universidade da Califórnia mostrou que experimentamos várias emoções ao mesmo tempo. Rir ou contar piadas nos ajuda a expressar todos esses sentimentos misturados e a lidar com eles.

Ou seja, anedotas sobre tragédias como o 11 de setembro nos ajudam a superá-las? Logo após o ataque ao World Trade Center apareceram muitas piadas sobre a catástrofe. Lembro-me de uma delas com um gorila segurando aviões perto das torres gêmeas com a mensagem: onde estava o King Kong quando precisamos dele? Essas piadas mostravam raiva, claro, mas também frustração e até irreverência. Elas não tiravam sarro dos terroristas, mas, sim do processo de luto — lembro que o país suspendeu todos os programas de humor por dezoito dias até que, enfim, o programa Saturday Night Live foi ao ar. Rir nos conecta a outras pessoas para dividir nossas lutas, temores e confusões.

Então piadas como as de humor negro fazem bem para a saúde? Esse tipo de humor nos torna mais saudáveis porque nos ajuda a lidar com deficiências, situações violentas ou macabras. Alivia e é divertido ao mesmo tempo em que é horrível. O humor é capaz de expressar nossas crenças mais assustadoras de uma maneira muito direta — e não estamos acostumados a isso.

Fonte: Veja

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quinta-feira, 17 de abril de 2014

Google lança Google Transit em 6 cidades-sede da Copa 2014

#Google #Transit

São Paulo - De olho na Copa, o Google passou a oferecer nesta semana o Google Transit para seis cidades-sedes do torneio. Com isso, o recurso fica disponível para todas as capitais que receberão jogos do Mundial.

Brasília, Cuiabá, Manaus, Natal, Recife e Salvador são as cidades que passaram a contar com o Transit. O recurso do Google Maps oferece informações detalhadas sobre transporte público e pode ser acessado por desktops e gadgets com sistema operacional Android e iOS.

"O Google Transit facilita os deslocamentos dos usuários e contribui para a mobilidade urbana", afirmou Alessandro Germano, diretor de novos negócios do Google Brasil, em nota divulgada à imprensa.

Navegador de cronogramas

No Google Transit, o usuário tem acesso a uma ferramenta chamada "Navegador de cronogramas". Nela, é possível saber os horários de partida de ônibus, trens e outros meios, as paradas previstas no percurso e o custo da viagem - entre outros dados.

Além das seis cidades-sede contempladas nesta semana, São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre vão receber jogos e já contavam com o recurso. Ao todo, 22 cidades do país estão aptas a usar a ferramenta.

No mundo, o Google Transit já está disponível para 2.800 cidades. Ele é um dos aprimoramentos do Google Maps, serviço que vem passando por mudanças. Um exemplo é a possibilidade de traçar rotas entre múltiplos destinos - oferecida desde outubro.




Fonte: Exame

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Empresas de tecnologia da informação preveem contratação de mais de 5.000 profissionais até dezembro

#TI 

Empresas de tecnologia da informação preveem a contratação de pelo menos 5.000 profissionais da área até o fim do ano, de acordo com uma pesquisa feita com 500 empresas do setor pela Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro) com exclusividade para a VEJA.com.

Segundo a associação, essa oferta de vagas pode ser ainda maior, uma vez que empresas de outros setores também estão em busca de profissionais especializados. "Estimamos que essa área precise de pelo menos 130.000 profissionais para crescer e transformar o Brasil em um expoente tecnológico. Carecemos, porém, de políticas públicas efetivas que coloquem o setor como uma das prioridades do desenvolvimento econômico", destaca Roberto Mayer, vice-presidente da Assespro.

O Brasil tem hoje aproximadamente 1,2 milhão de profissionais de tecnologia da informação na ativa. Desses, apenas 400.000 atuam na indústria de tecnologia e o restante em outros setores. Segundo o último Censo do Ensino Superior, cerca de 50.000 estudantes se graduaram para trabalhar nos setores de ciência, tecnologia e engenharia da computação.

De acordo com Luiz Gonzaga Bertelli, autor do livro Escolha Certa: As Profissões do Século 21, a demanda de profissionais especializados nessa área será de pelo menos 300.000 nos próximos dez anos.

Apesar da alta oferta de vagas, o mercado de tecnologia sofre para encontrar profissionais capacitados. Caso da Just Digital, uma das duas únicas companhias no Brasil responsáveis por implementar o sistema Google Enterprise em empresas. Hoje com 33 colaboradores, o grupo pretende chega a pelo menos 50 no fim do ano, mas desde 2013 enfrenta a dificuldade na hora de selecionar os currículos.

"As últimas vagas abertas receberam mais de 150 cadastros. Desses, só conseguimos entrevistar dez pessoas por vaga. A dificuldade está em encontrar um profissional que tenha conhecimentos técnicos e que saiba lidar com as dinâmicas de uma empresa. Não dá para ser um profissional fechado, que executa apenas uma tarefa. O interessado em trabalhar com tecnologia da informação precisa dominar conhecimentos de gestão e, principalmente, saber trabalhar em grupo", explica Rafael Cichini, diretor de operações da Just Digital.

Para Cichini, um problema que agrava a dificuldade das empresas em contratar profissionais qualificados é a disparidade entre os currículos das universidades e os avanços tecnológicos, que criam uma grande defasagem de conhecimento. "As pessoas esperam que as universidades de renome lhes deem uma boa vaga, mas isso não é verdade, os cursos estão defasados e não acompanham o desenvolvimento das empresas. Muitas vezes um garoto que faz um curso livre de curta duração sabe mais do que outro que passou quatro anos na universidade", explica.

Formação constante — Em algumas instituições de ensino, a solução encontrada para lidar com a necessidade de atualização dos alunos foi criar cursos de extensão paralelos à graduação. Essa foi uma das opções encontradas pela Faculdade Termomecânica para reduzir a taxa de abandono nos cursos de tecnologia. Segundo Paulo Marcoti, coordenador do curso de análise e desenvolvimento de sistemas, a taxa caiu 2,5% quando a instituição decidiu oferecer cursos de extensão a seus alunos e também elaborar aulas de reforço para suprir as deficiências identificadas já no vestibular.

"Não adianta o estudante ser brilhante, ele precisa ser formado para desenvolver um produto amigável para o usuário final e isso requer mais do que conhecimento técnico. Se a faculdade não oferecer isso, ele chegará ao mercado defasado", explica.

Luan Gabellini, sócio da start up Betalabs, que cuida da gestão empresarial de 120 clientes, também enfrenta o problema da falta de profissionais capacitados para ampliar o quadro de trabalhadores da empresa. "Por vezes recrutamos estagiários e incentivamos a fazer cursos em uma determinada linguagem de programação, assim conseguimos reter o profissional e garantir que ele seja apto a trabalhar conosco. Mas tamanha é a dificuldade de encontrar gente na área que recentemente chegamos ao ponto de abrir mão da participação em ações para convidar antigos estagiários a serem nossos sócios, para mantê-los na equipe", conta.

Segundo a Impacta, uma das principais escolas de tecnologia do país, a demanda por cursos tem aumentando ano após ano, mas com certas variações que refletem a economia do país. “Ano passado, com os altos índices de venda de smartphones e tablets, a procura maior era por cursos de hardware. Esse ano o cenário mudou: com as empresas querendo aproveitar o filão dos grandes eventos esportivos, já temos maior procura nos cursos de programação e desenvolvimento de aplicativos”, explica Simone Condini, gerente de atendimento da Impacta.

Para Simone, ao contrário do que alguns possam pensar, o setor não está se esgotando. “Formamos em média 3.000 alunos nos cursos de curta duração e a maioria consegue um emprego ainda no meio do curso. Há empresas que nos procuram para conseguir a indicação de um profissional habilitado e por vezes não há candidatos para preencher essas vagas”.

Fonte: Veja

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quarta-feira, 16 de abril de 2014

Exame de sangue pode identificar a asma, diz pesquisa

#saúde #prevenção #asma #examedesangue

Pesquisadores da Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, descobriram uma maneira rápida, barata e precisa de diagnosticar casos de asma: o exame de sangue. Os estudiosos detectaram uma correlação, antes desconhecida, entre pacientes asmáticos e o comportamento de um tipo de células brancas no organismo. A partir dessa descoberta, seria possível identificar a doença mesmo sem o indivíduo apresentar sintomas aparentes, como falta de ar e tosse. O estudo foi publicado online nesta terça-feira no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences (Pnas).

Os pesquisadores analisaram a velocidade com que os neutrófilos (células de defesa do organismo e as primeiras a reagir em caso de inflamação) migraram para uma inflamação induzida. Eles detectaram, então, que pacientes asmáticos tinham uma resposta mais lenta do que não asmáticos.

Para medir a função dos neutrófilos, os estudiosos usaram uma tecnologia desenvolvida pela própria Universidade de Winconsin-Madison, chamada kit-on-a-lid-assay. O método usa apenas uma gota de sangue do paciente e uma mistura química que estimula a ação dos neutrófilos. A velocidade de resposta das células é, então, analisada por um software.

"Esse é um dos primeiros estudos a mostrar que um exame de sangue pode ser um jeito mais prático e rápido de identificar a asma", afirma David Beebe, professor de engenharia biomédica da Universidade de Wisconsin-Madison e coautor do estudo. "Em alguns casos, foi possível até prever e medir a gravidade da doença."

A descoberta é importante porque a asma é uma doença difícil de ser diagnosticada com precisão. Normalmente, o diagnóstico é feito a partir de uma série de testes clínicos, como os que medem a funcionalidade do pulmão. "Os exames atuais são baseados em medições indiretas, o que não é ideal", disse Bebbe.



Fonte: Veja

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Hipertensão crônica eleva risco de complicações na gravidez e no parto

#hipertensão #Crônica #gravidez

Grávidas com hipertensão (pressão arterial maior que 14 por 9) têm mais chances de sofrer complicações na gravidez e de gerar bebês com problemas do que gestantes com pressão arterial normal. Essa é a constatação de um estudo do King’s College de Londres, na Inglaterra, publicado online nesta terça-feira no periódico BMJ.

Ao revisar 55 pesquisas realizadas em 25 países com 800 000 pessoas, os cientistas constataram que a hipertensão pode levar ao parto prematuro (antes de 37 semanas de gestação), ao baixo peso do bebê (menos de 2,5 quilos) e à morte da criança tanto no período perinatal (compreendido entre a 22ª semana de gestação e os sete primeiros dias de vida do nenê), quanto no neonatal (até depois de um mês de vida do recém-nascido).

O risco de pré-eclâmpsia (condição associada à pressão alta que surge a partir da 20ª semana de gravidez e pode causar problemas como descolamento precoce de placenta) foi oito vezes maior entre grávidas que tinham hipertensão crônica do que entre aquelas com pressão arterial normal. Já os incidentes neonatais foram duas vezes mais recorrentes em hipertensas crônicas.

Entre 1 e 5% das grávidas tem pressão alta, taxa que aumentou de 1995 e 1996 a 2007 e 2008, principalmente por causa da idade em que as mulheres estão engravidando — cada vez mais elevada — e da obesidade. Com esses dados, os pesquisadores alertam para a importância do pré-natal e dos cuidados com a saúde antes da gravidez — afora a necessidade de melhores estratégias para tratar grávidas hipertensas.


Fonte: Veja

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terça-feira, 15 de abril de 2014

Ao censurar Rachel Sheherazade, SBT sai como perdedor

#SBT #RachelSheherazade #Censura

Tão indesejável quanto a censura é a autocensura. O SBT acaba de amarrar uma mordaça no único nome que se destacava em seu pálido telejornalismo. Rachel Sheherazade não poderá mais emitir suas opiniões no SBT Brasil. Oficialmente, a decisão se estende a todos os âncoras da emissora. "Essa medida tem como objetivo preservar nossos apresentadores", diz a nota oficial enviada à imprensa.

Na prática, a autocensura foi a maneira encontrada para manter a jornalista no ar e, ao mesmo tempo, acalmar as várias fontes que pediram sua cabeça. De partidos políticos a anunciantes governamentais, de anônimos nas redes sociais a humorista famoso. O politicamente correto venceu. O SBT e a liberdade de expressão foram os grandes derrotados.

Acusada de incitar a violência ao apoiar a atitude de pessoas que amarraram em um poste um adolescente suspeito de roubo, a apresentadora verbalizou o pensamento de milhões de pessoas. Porém vivemos numa extrema correção política. Assumir uma opinião polêmica pode render açoitamento moral. Foi o que aconteceu. Com histórico de pensamentos considerados conservadores e até reacionários, a apresentadora se ofereceu mais uma vez como alvo — e não faltaram mãos para chicoteá-la.

A tendência mundial é abandonar o telejornalismo "chapa branca" e aumentar o espaço do telejornalismo opinativo, que convide o telespectador a se posicionar. Na era da interatividade, o público não pode ser encaixado numa posição passiva. Precisa ser instigado, incomodado, estimulado a refletir sobre os assuntos do dia a dia. Quando os jornalistas dizem exclusivamente aquilo que a maioria do público quer ler, ouvir ou ver, o jornalismo perde uma de suas funções básicas: propor o contraditório para que a questão seja debatida.

O direito de pensar diferente é uma das garantias da democracia. Se o pensamento está certo ou errado, se é criminoso ou não, discute-se em sociedade — e, se for o caso, recorre-se aos meios legais para punir eventuais excessos. Reprimir opiniões antes mesmo de serem emitidas não é a atitude mais produtiva de uma sociedade que se pretende civilizada e desenvolvida.

É óbvio que todo veículo de comunicação tem seus interesses comerciais, sua ideologia e, em muitos casos, até objetivos políticos. Porém a liberdade de expressão de seus jornalistas deveria sobrepor tudo isso. Ao abafar a voz de sua apresentadora, o SBT abre um precedente perigoso, e deixa de oferecer uma opinião alternativa ao telespectador. Por acaso, os 200 milhões de brasileiros pensam sempre da mesma maneira?

Rachel Sheherazade é, desde ontem, apenas mais uma leitora de teleprompter, o aparelho acoplado à câmera no qual se lê as notícias. Caso queira se posicionar diante de um acontecimento relevante, terá que recorrer à mímica facial. Ou será que ela será obrigada também a fazer cara de paisagem?

Fonte: Terra

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