sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Dia da Pátria terá desfile cívico com até 4 mil integrantes

Renan Casal/Arquivo
No desfile do ano passado, aproximadamente 14 mil pessoas estiveram reunidas no Sambódromo 
O tradicional desfile do Dia da Pátria reunirá cerca de 4 mil integrantes, logo no início da manhã de segunda-feira, no Sambódromo de Bauru. Representantes das instituições civis do município estiveram na Secretaria Municipal de Cultura, ontem pela manhã, para acertar os últimos detalhes do evento.
Conforme informações da assessoria de imprensa da prefeitura, as instituições foram informadas sobre as estratégias que serão adotadas sobre o trânsito, a segurança e a ordem do desfile, cuja abertura oficial terá início às 8h45. Assim como ocorre todos os anos, nada será cobrado para participar.
Os integrantes serão divididos em 51 grupos, distribuídos entre a Marinha, a 6.ª Circunscrição de Serviço Militar (6.ª CSM), o Tiro de Guerra, a Polícia Militar (    PM), o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), as escolas municipais e estaduais, bem como as instituições civis, religiosas e as bandas.
Neste dia, todavia, poucos serviços funcionarão no município (confira no quadro). O comércio central, o Poupatempo (que funciona normalmente amanhã), o Departamento de Água e Esgoto (DAE), os ecopontos, os bancos, além dos Correios, estarão de portas fechadas e não haverá feiras livres, porque será o dia de descanso da categoria.
Por outro lado, os shoppings, o Zoológico, o Jardim Botânico, as unidades de urgência e emergência e a coleta de lixo domiciliar e seletiva funcionarão a “todo o vapor”. Uma linha de ônibus, a Dutra/Marilu-Bauru Shopping, operará com tabela horária de sábado e a linha Bauru Shopping/Jardim Planalto-Vila Lemos/Vila Quaggio terá mais carros.
  • Serviço
O desfile do Dia da Pátria será na próxima segunda-feira, às 8h45, no Sambódromo, que fica no Núcleo Geisel, em Bauru. Nada será cobrado para participar do evento, cuja organização partiu da Secretaria Municipal de Cultura, com o apoio das secretarias de Saúde, Obras, Meio Ambiente, Planejamento, Educação e Esportes, além do DAE, da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) e da PM.


Vôlei: que páreo duro!

João Rosan
Time, de  Fernanda Mello, tem “pedreira” pela divisão 
Passada a ansiedade da estreia e o alívio pela conquista da primeira vitória – bateu o São Caetano, em casa, na rodada passada -, o Concilig/Bauru tem mais um compromisso na divisão especial do Campeonato Paulista de Vôlei Feminino. E a parada é dura. O time bauruense enfrenta o Osasco, hoje, às 19h30, no ginásio José Liberatti, em Osasco.
Assim como o Concilig/Bauru, o Osasco vem de vitória. Estreou na competição na última rodada batendo o Valinhos por 3 sets a 0. O time da Grande São Paulo ocupa a terceira posição na classificação geral, enquanto as bauruenses estão na quinta posição, com uma vitória e uma derrota.
Apesar do resultado positivo na última partida, o técnico do Concilig, Chico dos Santos, mantém os pés no chão. “Moralmente, essa vitória contra o São Caetano trouxe benefícios para nós, pois estávamos com a moral baixa após a estreia contra o Sesi (derrota por 3 a 0). Mas esse jogo já passou, nós não podemos nos prender apenas a um resultado, temos que continuar crescendo como equipe. Independente de ganhar ou perder, temos que entrar no próximo jogo a mil por hora, temos que jogar melhor e manter a evolução dentro de quadra”, afirma o treinador, pela assessoria de imprensa do Concilig/Bauru.
A central Fernanda Isis segue a mesma linha de pensamento do comandante. “Essa vitória contra o São Caetano melhorou muito o ambiente na equipe, nossa confiança voltou a crescer, mas sabemos que é apenas o primeiro passo de uma longa caminhada. Temos muito a melhorar ainda, degrau a degrau, com muito trabalho no dia a dia”, projeta.
Atual tricampeão paulista e vice da Superliga, o Osasco tem desfalques importantes nesse início de Campeonato Paulista, pois tem jogadoras defendendo a seleção brasileira e em processo de recuperação de contusão.
Para Chico dos Santos, isso não diminui a força do adversário. “Independente dos desfalques, Osasco é sempre uma equipe forte e perigosa. São jogadoras que se conhecem há muito tempo e que ganharam o reforço da Elisângela (medalha de bronze com o Brasil nas Olimpíadas de Sidney-2000). Temos que focar no nosso jogo. Se jogarmos melhor que contra o São Caetano, temos chances de vencer”, avalia.
Fernanda Isis destaca a força ofensiva do adversário. “Apesar do desfalque das meninas que estão na seleção, Osasco ainda tem a Ivna, que defendeu a seleção adulta no Grand Prix, a Gabi e a Saraelen, que acabaram de conquistar o mundial sub-23. É uma equipe com um ataque muito forte e precisamos ter muito cuidado para conquistar um bom resultado”, ressalta a central.



Fonte JCnet

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quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Professora é a 1ª surda a defender doutorado em SP


Foto: Stefhanie Piovezan/G1
Um caso de superação!
A professora Mariana de Lima Isaac Leandro Campos se tornou a primeira pessoa surda a defender o doutorado no Estado de São Paulo, segundo a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), onde ocorreu a banca, na semana passada.
Professora da disciplina “introdução à Língua Brasileira de Sinais” na universidade, Mariana defendeu a tese “O processo de ensino-aprendizagem de Libras por meio do Moodle da UAB-UFSCar” e contou com três bancas: uma de avaliadoras presenciais, uma virtual e outra de intérpretes. Ela foi aprovada.

“Me sinto aliviada e também sinto a responsabilidade como representante do povo surdo”, contou por meio da Língua Brasileira de Sinais (Libras). “É um momento de mostrar a capacidade do surdo, me sinto um modelo mostrando que é possível estudar”, disse ao G1.
Pesquisa
No estudo, foram analisadas as ferramentas disponibilizadas para o ensino da língua de sinais no ambiente virtual e como alunos, tutores e docentes dos cursos de pedagogia e educação musical a distância percebiam esse aprendizado.
Como conclusão, Mariana notou, entre outros pontos, que ferramentas como os chats precisam ser melhoradas, a necessidade de encontros presenciais dos alunos para o uso da Libras e também a importância de mais espaço para o ensino da língua junto aos futuros professores.
“Minha tese me deu muita segurança de entender esse aluno, agora posso voltar para o ambiente virtual e lutar para estender a carga horária da disciplina”.
Primeiros anos
A mãe de Mariana, a médica Myriam de Lima Isaac, contou que teve rubéola quando estava no primeiro mês da gestação e que a filha foi diagnosticada com perda profunda da audição quando completou oito meses de vida.
Na época, as cirurgias e aparelhos não estavam tão desenvolvidos e, com orientação da fonoaudióloga Regina Sampaio e do professor Mauro Spinelli, Myriam começou a buscar recursos para que Mariana aprendesse a se comunicar.

“Quando soube da perda, minha preocupação foi ‘o que vou fazer para que ela tenha um bom aprendizado?’”.
Ainda pequena, Mariana foi exposta à comunicação total, aprendeu português e Libras.
“Ela é bilíngue”, resumiu Myriam, contando que, na família, nem todos usam a língua de sinais. “Nos comunicamos por leitura orofacial e pela fala, ela não é muda”.
Nascida em Ribeirão Preto, a pesquisadora sempre estudou em escolas regulares – era a única estudante surda do colégio – e contou com a receptividade da direção e do corpo docente.
“A direção permitia que a fonoaudióloga fosse orientar os professores”, lembrou Myriam. “Isso é um fator muito importante, ela sempre foi incluída onde estudou e isso é fundamental”, completou a mãe, que não escondeu o orgulho do percurso.
“A defesa é o fechamento de uma jornada cheia de trabalho dela, de determinação, vontade, metas, disciplina. Tenho orgulho, é um avanço para a educação de outros surdos por mostrar que são capazes”.
Faculdade
Mariana é graduada em ciência da computação, mas optou por mudar de rumo. “Achava que ia ficar só no computador, mas estava enganada. Comecei a trabalhar e ter limitações, precisava falar, ficava muito tensa em reuniões. Pensava: ‘Como será? Como vou viver tensa?’. Aí comecei a migrar para a educação”, explicou.
Ela fez o mestrado em Santa Catarina, passou em um concurso em São Carlos e, desde então, viu o espaço para Libras na universidade crescer. “A língua foi reconhecida por lei em 2002”, explicou Diléia. Com isso, começaram a surgir cursos e oportunidades.
Mas ainda há muito a construir, segundo Mariana. “Estamos vivendo um momento político. Há grupos que apóiam o ensino bilíngue e grupos a favor da inclusão, são abordagens diferentes. É importante ter o bilíngue e depois, a partir do 5º ano do ensino fundamental, ter o ensino regular. Gostaria muito que fosse assim, a criança precisa.
Fonte Só Noticia Boa

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Toxina de vespa brasileira mata célula de câncer

Foto: Addicted2Hymenoptera/Flickr
Uma vespa brasileira pode ter um antídoto precioso contra o câncer.
O veneno da Polybia paulista, contém uma poderosa toxina que mata células de câncer, sem danificar células saudáveis.
Um grupo de cientistas da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Universidade de Leeds, na Inglaterra, descobriu exatamente como a toxina, chamada MP1, consegue abrir buracos exclusivamente nas células cancerosas, e destruí-las.


estudo, publicado nesta terça-feira, 1, na revista científica Biophysical Journal, poderá inspirar a criação de uma classe inédita de drogas contra o câncer, segundo os cientistas.

De acordo com um dos autores do estudo, Paul Beales, da universidade inglesa, a toxina MP1 não afeta as células normais, mas interage com lipídios - moléculas de gordura - que estão distribuídos de forma anômala apenas na superfície das células de câncer.

Como
Ao entrar em contato com a membrana dessas células, a toxina abre buracos por onde escapam moléculas essenciais para seu funcionamento.

?Terapias contra o câncer que atacam a composição de lipídios da membrana da célula seriam uma classe inteiramente nova de drogas antitumorais.
Isso poderia ser útil para o desenvolvimento de novas terapias combinadas, nas quais múltiplas drogas são utilizadas para tratar um câncer atacando diferentes partes de suas células simultaneamente?, disse Beales.
A descoberta
De acordo com outro dos autores, João Ruggiero Neto, do Departamento de Física da Unesp em São José do Rio Preto, a Polybia paulista foi descoberta e descrita pelo professor Mário Palma, da Unesp de Rio Claro.

Os cientistas já haviam estudado a toxina MP1 e sabiam que ela agia contra micróbios causadores de doenças destruindo a membrana das células bacterianas.
Mais tarde, os estudos revelaram que a toxina é promissora para proteger humanos de câncer e tem capacidade para inibir o crescimento de células de tumores de próstata e de bexiga, além de células de leucemias resistentes a várias drogas.
Até agora, no entanto, não se sabia como a MP1 é capaz de destruir seletivamente as células tumorais, sem danificar as células saudáveis.
?Desde que descrevemos a toxina do veneno dessa vespa, em 2009, sabíamos que ela contém peptídeos com uma forte propriedade antibacteriana, funcionando como um antibiótico potente.
Mais tarde, pesquisadores coreanos e chineses começaram a fazer trabalhos com esses peptídeos sobre células de câncer e nós fomos estudar sua ação em linfócitos com leucemia?, disse Neto ao jornal Estado de S. Paulo.
Futuro
Em estudos futuros, os cientistas planejam alterar a sequência de aminoácidos da MP1 para examinar como a estrutura da toxina se relaciona à sua função, a fim de aprimorar sua seletividade e sua potência para propósitos clínicos.

Segundo Beale, entender o mecanismo de ação dessa toxina vai ajudar na pesquisa científica aplicada clinicamente - para avaliar no futuro o seu potencial para o uso na medicina.
?Como ficou demonstrado em laboratório que a toxina é seletiva para células de câncer e não é tóxica para células normais, ela tem potencial para ser segura. No entanto, mais trabalho será necessário para provar isso?, afirmou Beale.
Fonte Só Noticia Boa

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quarta-feira, 2 de setembro de 2015

A poderosa voz da doce Bia Lopes

Divulgação
Aos 18 anos, Bia Lopes lança quinta seu primeiro EP com influência de ritmos do axé à MPB
Com voz potente e uma batida bem brasileira, que mistura axé e romantismo, a bauruense Bia Lopes lança amanhã, dia 3, seu primeiro EP, das 19h às 22h, no Empório Cultural do Boulevard Shopping. A entrada é aberta ao público.
O EP, gravado pela Valetes Records e produzido por Emil Shayeb, será vendido no valor mínimo de R$ 5,00, com renda revertida à Creche Ernesto Quaggio.
Aos 18 anos, Bia assina as composições junto com Eduardo Daré Braga e já conta no currículo com participações especiais nos shows de Jorge & Mateus, cantando para mais de 40 mil pessoas, e de Thaeme & Thiago, ambos na Grand Expo Bauru 2015.
“Entreguei o EP aos músicos e, de surpresa, fui convidada para cantar. Fiquei emocionada vendo tanta gente curtindo e cantando junto. Foi lindo!”, lembra Bia.
Versátil, a cantora estreia dia 17 uma série de shows, um deles com repertório sertanejo. “Meu foco é o axé, mas quero agradar vários gostos e públicos”. 
Voz marcante
 
Quem se depara com as feições suaves e o sorriso meigo de Beatriz Garcia Lopes não imagina que, quando ela canta, surge uma voz poderosa, que já era firme e potente quando ela descobriu o talento para cantar, aos 9 anos.
Tudo começou quando Bia foi levada pela mãe, Célia, para fazer aulas de canto com a intenção de homenagear o pai, Edmundo, no aniversário dele. Desde então, o “fã-clube” iniciado pelos pais vem crescendo. 
Aos 14 anos, fez seu primeiro “show” na escola. “Mas foi este ano, com 18, que todo o trabalho profissional se iniciou. Composições, ensaios, planos... A música deixou de ser apenas sonho para se tornar realidade”, conta Bia, que concilia o trabalho musical com a faculdade de direito.
Influências
 
Como o gosto dos pais é bem eclético, Bia cresceu ouvindo de MPB a sertanejo. “Eu adoro todos os tipos de música, mas minha grande  inspiração foi a Ivete Sangalo, uma das cantoras mais completas do Brasil, adoro ela!”.
Também “frequentam” seu fone de ouvido Tim Maia, Roberto Carlos, Cláudia Leitte, Thiaguinho, Jorge e Mateus, Thaeme e Thiago...
“Não me defino em um único estilo, apesar do meu grande foco e minha maior paixão ser pelo axé, sou apaixonada por sertanejo e vários outros estilos musicais”, reforça.
Com os pés no chão, Bia quer construir sua carreira artística passo a passo. “Não tenho a intenção de ficar famosa do dia pra noite, nem deve ser assim. Valorizo cada momento e conquista. Quero fazer o que gosto”.
Prova disso, é que em breve ela começa um projeto que irá percorrer escolas com apresentações musicais nos intervalos. Por enquanto, prepara o clipe da música de trabalho “Mais uma noite com você”.
Serviço
O EP de Bia Lopes será lançado quinta-feira, dia 3, às 19h, no Empório Cultural do Boulevard Shopping. Para saber mais acesse: www.facebook.com/bialopes e www.youtube.com/bialopesoficial



Fonte JCnet

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O agosto mais quente dos últimos 15 anos

Samantha Ciuffa
Termômetro marcou 35º C na Vila Cardia nesta terça-feira
Agosto de 2015 foi o mais quente dos últimos 15 anos em Bauru, conforme dados do Centro de Meteorologia de Bauru (IPMet). A temperatura média atingiu 22,5 graus, a mais alta para o mês desde que o órgão iniciou a medição na cidade, em 2001. O intenso calor também foi sentido ontem, no primeiro dia de setembro, que despontou como o segundo dia mais quente do ano. 
Nesta terça, os termômetros marcaram temperatura máxima de 34,9 graus, apenas 2,1 graus a menos que o dia mais quente de 2015 registrado em janeiro, auge do verão. Neste inverno, porém, dias quentes também estiveram muito presentes nos meses junho e julho, contemplados pelo inverno assim como agosto.
Em junho, a temperatura média de 20,7 graus foi a mais alta em 12 anos; julho, o mais quente em nove anos, com média de 20,3 graus. Mas para o alívio dos bauruenses, o calorão deve diminuir um pouco hoje. “Com a passagem de uma frente fria pelo litoral, teremos leve queda na temperatura nesta quarta, atingindo a máxima de 30 graus”, disse a meteorologista do IPMet Zildene Pedrosa Emídio. 
Bloqueios 
 
Zildene atribui o forte calor em agosto deste ano à atuação de massas de ar mais seco somadas aos diversos bloqueios de entradas de frentes frias no Estado. “É esperado que isso aconteça. Embora o mês de agosto seja característico de mais frio, esses bloqueios duraram por mais tempo. Se não entra a frente, não tem a massa de ar fria acompanhado e, com isso, as temperaturas não caem”, explicou. 
Ela ressalta que ainda haverá passagens de outras frentes frias, o que resultará em leve queda de temperatura. “Deve durar poucos dias, pois já estamos entrando na transição inverno-primavera”. 
Sem chuva 
 
Para Bauru, ainda de acordo com a meteorologista Zildene Pedrosa, não tem previsão de chuva até o feriado do dia 7 setembro, na próxima segunda-feira. “Por enquanto, não há indícios de que irá chover”, reitera.  
Batalha 
 
O nível da Lagoa de Captação do Rio Batalha, que abastece de água cerca de 40% dos bauruenses, permanece pouca coisa acima da marca recomendada de 2,60 metros, conforme informou ontem a assessoria de comunicação do Departamento de Água e Esgoto (DAE). As comportas do manancial, entretanto, continuam fechadas, por precaução. 
Conforme o JC noticiou, trata-se de procedimento padrão durante os períodos de estiagem no município e tem o objetivo de manter o nível ideal da lagoa de captação. O DAE avaliou ainda que o nível não caiu porque, além de a população estar economizando, este ano foi marcado por mais chuvas em comparação a 2014, quando, em setembro, a autarquia deu início a um rodízio no abastecimento de água em Bauru.


Fonte JCnet

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terça-feira, 1 de setembro de 2015

Queimadas aumentam riscos de interrupção de energia

Divulgação
Área queimada na região de Lins deixou quase 9 mil sem energia 
O clima seco e início da colheita da cana-de-açúcar, com queimadas nas lavouras, têm intensificado os focos de incêndio na região e resultado em danos na rede elétrica, com interrupções no fornecimento de energia a centenas de famílias. Recentemente, uma dessas queimadas atingiu linha de transmissão entre as cidade de Lins e Presidente Alves e deixou moradores de sete cidades sem energia elétrica.
De acordo com dados do Centro de Operações da CPFL Paulista, concessionária responsável pela distribuição de energia na região, no mês de julho, foram registradas 74 ocorrências de queimadas na rede elétrica que abastece municípios da região de Bauru e de São José do Rio Preto. “Estas ocorrências afetaram o fornecimento de energia de 8.936 unidades consumidoras”, revela.
A concessionária conta que o fogo nas proximidades das estruturas de transmissão e distribuição de energia tem potencial para comprometer o abastecimento. “Mesmo quando não atinge diretamente cabos elétricos, ele causa curtos-circuitos, interrompendo o abastecimento às vezes de cidades inteiras”, declara.
“O calor também pode criar um campo ionizado, propiciando o fechamento de arcos voltaicos que desligam as linhas elétricas”.
Além do fogo, segundo a CPFL, a fuligem e a palha da cana-de-açúcar também podem aumentar as chances de um curto-circuito na rede na medida em que aquecem o ar, tornando-o mais condutor. “Outra preocupação refere-se ao excesso de fumaça no meio ambiente, que pode causar aquecimento dos cabos, diminuindo a resistência e facilitando rompimento”, esclarece.
“Até mesmo as chamas mais baixas oferecem riscos ao funcionamento do sistema elétrico, pois podem queimar a base das torres de transmissão que, em alguns casos, são de madeira, e causar sua queda”.
Dois tipos
 
De acordo com a concessionária, as queimadas podem provocar dois tipos de desligamentos: os que vão de pequenos a grandes tempos de interrupção e os chamados piscas. “Para o consumidor doméstico, os piscas são quase imperceptíveis, mas para as grandes indústrias, os desligamentos de curta duração, mesmo que de segundos, prejudicam a linha de produção”, informa.
Além dos prejuízos na rede de distribuição, a CPFL ressalta que os incêndios em áreas de produção agrícola diminuem a visibilidade nas estradas, reduzem a produtividade da terra nas áreas de cultivo e afetam a qualidade do ar. O telefone para informações é o 0800 010 1010.
 
Como prevenir
Para evitar danos ao sistema de energia, a CPFL Paulista orienta a população a respeitar corredores de 30 ou 40 metros de largura localizados sob as linhas de transmissão, onde não é permitido o plantio. “Também são proibidas edificações, instalação de placas e painéis, bem como a construção de currais, depósitos, açudes e piscinas, pois, além do risco, dificultam as manutenções, principalmente as de caráter emergencial. Além disso, o Decreto Estadual nº 45.869/2001 estabelece a queima controlada.


Fonte JCNet

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